«Tenho muito orgulho nesta equipa»

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Já se sabia que a missão era extremamente difícil frente à atual campeã olímpica, mas depois da importante vitória frente à Roménia na estreia, a Seleção Nacional só tinha a ganhar neste duelo ibérico. Experiência, crescer mais enquanto equipa, consolidar processos… O resultado acabou por ditar a lei do mais forte, com a Espanha a impor-se por 22-7, vencendo todos os períodos do jogo.  Mas mesmo perdendo, a Seleção Nacional retirou coisas positivas deste embate para o último duelo da I Fase, quinta-feira, frente à Hungria.

«Podemos retirar deste jogo muitas coisas positivas. Estou mais orgulhoso do que fizemos hoje contra a Espanha do que o que fizemos ontem com a Roménia. Ganhámos, por cinco, correu como tinha de correr, mas hoje era muito mais difícil. Contra equipas de nível tão alto, é fácil haver momentos em que sais do jogo porque é golo, golo, golo... E nós conseguimos aguentar frente às campeãs olímpicas. Disse-lhes que cada ação positiva que fizessem, cada bloqueio, defesa de remate, cada golo, passe, é um feito. São as melhores do mundo e devemos valorizar as ações ao máximo. Sem jogar ao máximo, elas aproveitam», começou por afirmar Ferran Pascual, prosseguindo: «Obrigou-nos a fazer tudo na perfeição, e isso é uma maneira de aprender, um passo à frente para aprender a jogar com equipas deste nível. É difícil, porque sabes que a componente física, técnica, tática é grande, mas tens de jogar para igualar ao máximo o marcador. A nível físico e mental, não é fácil seguir em jogo a perder por 10 ou 15, a seguir instruções. Estou muito orgulhoso delas.»

O selecionador português frisou também que o triunfo inaugural com a Roménia, um jogo importantíssimo para as aspirações da Seleção Nacional, libertou as suas jogadoras. «Hoje, fisicamente estavam mais cansadas por causa desse jogo, mas também mais tranquilas, mais soltas, a jogar com mais calma. E isso ajudou-nos a não cometer muitos erros. Tenho muito orgulho na equipa», sublinhou.

A capitã Inês Nunes frisou que a seleção fez coisas boas frente à campeã olímpica. «Já sabíamos que ia ser um jogo complicado, mas a equipa estava focada no seu jogo e no que podíamos fazer de bom. Acredito que fizemos coisas muito boas, conseguimos bater-nos, em determinadas alturas 'mano a mano' com as campeãs olímpicas. Acho que isso foi muito positivo», disse, reforçando que a Seleção Nacional sai mais forte depois deste duelo: «Entrámos sem receio, com a certeza de que iríamos sair deste jogo melhor do que entrámos, e acho que isso aconteceu, a equipa cresceu, uniu-se e fez o melhor dentro do possível. Demos tudo o que tínhamos e assim continuaremos», prometeu a experiente capitã, projetando já o jogo com a Hungria, outro rival de peso, que encerra a I Fase: «O próximo jogo também é difícil, mas depois disso vêm, outra vez, os nossos jogos e não vamos desistir. Estamos a lutar para aparecer em alta e mostrar o que temos trabalhado este tempo todo. Tem sido bastante difícil, temos trabalhado muito e acredito que isso vai notar-se dentro de água.»

Inês Nunes reforçou ainda que a Seleção Nacional continuará a crescer nesta competição. «Jogo a jogo, vamos crescer e aparecer na nossa melhor forma. A cada jogo, aprendemos mais alguma coisa e crescemos sempre, nem que seja um pequeno pormenor. Ao terceiro, quarto jogo, juntar pormenores e coisas boas, a crescer... A criar experiência, porque temos muitas jogadoras mais novinhas. Vão criando experiência de jogo para jogo», concluiu.

No outro jogo, a Hungria, que já tinha ganho à Espanha na jornada inaugural, somou novo triunfo, goleando a Roménia por 28-3 (7-0, 7-1, 6-0 e 8-2) e, assim, assumiu a liderança isolada do Grupo B.

Países Baixos, Israel e Itália apuradas

Os Países Baixos, que defendem o título, somam e seguem e depois de vencer a Grã-Bretanha na jornada inaugural despachou a Suíça, por 28-2 (10-1, 7-0, 7-0 e 4-1) demonstrando total superioridade.

Quem também somou a segunda vitória consecutiva foi Israel ao vencer a Grã-Bretanha por 11-6 (2-1, 2-1, 4-2 e 3-2). Holanda e Israel partilham a liderança do grupo D com 6 pontos e já têm garantida a presença na ronda principal que dá acesso à luta pelas medalhas.

 

Também a Itália somou a segunda vitória nesta fase de grupos. Depois da Croácia, hoje venceu a Sérvia, por 17-6, como domínio total do primeiro ao último período. Foi o terceiro duelo entre as duas seleções em Europeus - já se tinham defrontado em Belgrado (2016) e Split (2022) - sempre com resultado favorável para as italianas que selaram o apuramento para a ronda principal com esta vitória.

No outro jogo do grupo C, a Croácia conseguiu a sua primeira vitória frente à Turquia (os turcos começaram melhor ganhando o primeiro período por 4-2, mas as croatas reagiram ganhando os restantes por 5-2, 4-2 e 5-1) e na última jornada discutirão o acesso à ronda principal com a Sérvia (ambas com 3 pontos).

A campeã do Mundo em título, a Grécia, continua a somar vitórias no Grupo A e, ontem, ganhou facilmente à França (23-5), relaxando apenas no derradeiro período (7-2, 7-2, 6-0 e 3-1).

Ao contrário da Alemanha, que na jornada inaugural tinha perdido frente à França, num duelo muito equilibrado, e hoje somou o seu primeiro triunfo ao bater a Eslováquia por 22-11, mostrando superioridade absoluta no segundo e terceiro períodos (7-5, 6-1, 4-1 e 5-4).

Resultados 2.º dia: https://europeanaquatics.org/ewpc-2026/funchal/schedule-and-results/#/schedule-bydate/ASF