Portugal entra a ganhar no Europeu de polo aquático com vitória sobre Roménia

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Diz o provérbio que não há duas sem três e ele aplica-se na perfeição à Seleção Nacional que se estreou com uma vitória no Campeonato da Europa de polo aquático que se joga no Funchal Madeira. Um triunfo importante frente à Roménia (12-7), o terceiro consecutivo em solo português, com a equipa liderada por Ferran Pascual a superiorizar-se em todos os períodos do encontro ao adversário (2-1, 2-1, 2-1 e 6-4).

«Não era nem foi um jogo fácil, pois a Roménia conhecia-nos perfeitamente, jogámos com elas no apuramento. Foi um jogo muito tático e muito físico, com muito um para um. Não foi muito fluído, mas de lutar, lutar, lutar. As meninas fizeram um esforço grandioso. Fizeram perfeitamente o que falámos antes, na palestra», disse Ferran Pascual, falando um pouco sobre a tática adotada para este jogo: «Disse-lhes que era um jogo para ganhar período a período. Era um jogo de desgaste, de desgastar as oponentes, um jogo duro, de pressão. O nosso adversário, no terceiro e quarto períodos, quebrou fisicamente e, por isso, demos um salto de qualidade, porque temos muito mais jogadoras de talento, mais ritmo e tecnicamente pudemos dar um passo em frente e distanciar-nos no marcador.»

Agora segue-se dois adversários de peso, a começar já amanhã pela Espanha. «Este triunfo ajuda muito e no final disse-lhes que é preciso valorizar esta vitória. Com Espanha e Hungria, é desfrutar, aprender com elas, será um prazer para mim e elas jogar contra estas equipas, pois queremos demonstrar que esta equipa está a dar passos à frente para o presente e para os próximos anos», sublinhou.

«Mérito de todos»

Um jogo difícil, com alguns nervos e pressão à mistura por ser a estreia, mas que as jogadoras portuguesas responderam positivamente, com Maria Machado (4 golos), Madalena Lousa e Beatriz Pereira (ambas com 3) a assumirem-se como as goleadoras da equipa das quinas.

«Estou muito contente, foi um jogo muito complicado. Ao início, foi difícil sair, estávamos um pouco cansadas, mas ao final já nos soltámos, defendemos muito bem, e, se defendes bem, o ataque sai sozinho», afirmou Maria Machado, naturalmente satisfeita por ver a equipa a entrar com pé direito nesta exigente competição e dividindo créditos pelas suas companheiras pelo facto de ter sido a melhor marcadora neste jogo: «É um sentimento muito bom, para o qual trabalhei. Mas todas as minhas companheiras estão de parabéns, sem ela nem eu nem nenhuma podia ser a melhor marcadora.»

E o jogo… «Um pouco nervos à mistura, tínhamos de mostrar que já conseguimos antes e, hoje, também íamos conseguir. Imagino que fiquemos em terceiro no grupo, porque Espanha e Hungria são muito complicadas, mas foi para isso que viemos. Espanha? É outro nível, completamente. São muito boas, é difícil jogar contra elas, mas bom, porque se aprende muito a jogar naquele campeonato e contra campeãs olímpicas», prosseguiu a jogadora dos espanhóis do CN Rubi, que voltou a destacar a importância desta vitória na procura de um objetivo coletivo. «É muito bom termos ganho, mas ainda não atingimos o nosso objetivo. Claro que sair daqui com uma vitória já é um grande passo, porque jogaremos com equipas teoricamente mais fracas. É seguir com o mesmo objetivo de ficar nas 11 primeiras», concluiu.

Grandes jogos, muita emoção…

Ainda antes dos Países Baixos, atual campeã, estrear-se nesta competição, um grande jogo entre duas potências da modalidade e candidatas ao título Europeu (têm três títulos cada) no Funchal, com a Hungria a vencer a Espanha por 9-7, num duelo emotivo e que ficou decisivo a favor dos húngaros no quarto período (2-2, 2-3, 1-2 e 4-0).

Um grande resultado frente à seleção espanhola que, recorde-se, é campeã olímpica e vice-campeã mundial, por parte da seleção húngara, aquela que mais vezes subiu ao pódio em Europeus (ganhou 14 medalhas, 3 de ouro, 5 de prata e 6 de bronze).

A campeã em título não teve problemas em despachar a Grã-Bretanha por 14-4, ganhando vantagem nos dois primeiros períodos que depois foi gerindo (4-0, 5-0, 3-3 e 2-1).

Nos restantes jogos do dia, Israel não teve dificuldade em vencer a Suíça, ganhando vantagem importante nos dois primeiros períodos que foi suficiente até para deixar a Suíça empatar os dois últimos períodos (7-0, 9-1, 2-2 e 6-6).

Também a Grécia, quatro vezes vice-campeã (2010, 2012, 2018 e 2020) não teve dificuldade em impor-se frente à Eslováquia (24-7), mostrando superioridade em todos os momentos do encontro (8-1, 5-3, 7-1 e 4-2).

Jogo de emoções fortes foi o Sérvia-Turquia (9-8), com o resultado a ser discutido até ao último segundo e com a vantagem conseguida no segundo período a ser decisiva, pois os restantes terminaram sempre com um empate (2-2, 3-2, 3-3 e 1-1).

Também equilibrado foi o jogo que opôs a França à Alemanha (13-11), com os primeiros a entrar forte e, depois, a conseguir suster a réplica das germânicas (4-3, 4-1, 3-3 e 2-4). Foi o oitavo confronto entre ambas as seleções com clara vantagem para as gaulesas (7-1 em confrontos).

A Itália, quarta classificada no último Europeu mas já com cinco títulos no seu currículo (1995, 1997, 1999, 2003 e 2012), não teve dificuldade em impor-se perante a Croácia, por 24-12, no duelo que teve mais golos até ao momento, com a equipa liderada por Carlo Silipo a vencer todos os períodos do encontro (7-4, 6-3, 6-3 e 5-2).

Resultados do 1.º dia: https://europeanaquatics.org/ewpc-2026/funchal/schedule-and-results/#/schedule-bydate/ASF