A natação portuguesa em águas abertas regressa do Mundial de Singapura com resultados que permitem encarar o novo ciclo olímpico Los Angeles 2028 com otimismo.
Mafalda Rosa, 7.ª nos 10 km e 23.ª nos 5 km, Diogo Cardoso com um 17.º nos 10 km e 30.º nos 5 km integram o projeto de preparação olímpica para o ciclo 2024 – 2028. Tiago Campos reaparece em grandes competições após um período de mudanças na sua vida pessoal e desportiva e promete regressar aos bons resultados.
No regresso da seleção a Portugal, Daniel Viegas, DTN para as águas abertas da FPN faz um balanço muito positivo da participação em Singapura, avalia o momento das águas aberta em Portugal e perspetiva o futuro:
«Uma época desafiante, a primeira do ciclo olímpico, o que permitiu alargar o espectro dos nadadores envolvidos nas seleções. Terminar o Mundial com resultados positivos foi importante. O 7.º lugar da Mafalda Rosa nos 10 km foi muito bom, entrando nos melhores resultados de sempre, a fasquia está alta, o que coloca as águas abertas num patamar elevado. O 17.º lugar do Diogo Cardoso também foi muito positivo.
Portanto, começar o ciclo com duas integrações no projeto olímpico (top elite e apoio à classificação) a juntar à Angélica que se mantem no projecto olímpico, apesar de estar ausente das grandes competições mantem-se activa a treinar e certamente voltar no próximo ano às competições, o que estará sempre dentro das suas motivações para quem já muito deu a este desporto. Estamos tranquilos nas decisões que sejam positivas para a nadadora.
O que permite encarar o futuro com mais confiança motivando os nadadores para continuar a trabalhar ao mais alto nível. Apesar do balanço muito positivo, não foi tudo perfeito. As provas foram realizadas em condições muito difíceis, os nadadores tiverem de se adaptar, mas não conseguiram recuperar a 100% para a segunda prova que foi ainda mais rápida, com muito contacto físico.
Ainda assim, o Diogo Cardoso fez a sua melhor classificação de sempre nos 5 km. A Mafalda fez uma prova regular nos 5 km. Estas provas, por vezes, a diferença de 8, 10 lugares não é tão significativa como parece, porque nadam todos muito juntos. Um pequeno percalço pode levar a uma alteração na classificação.
O Tiago Campos veio de uma época de transição, ele que esteve parado o ano passado mais de metade da época depois do Mundial de Doha quando não se qualificou. Este ano viveu grandes mudanças na sua vida, ainda assim conseguiu qualificar para Singapura. Não esteve ao seu nível, mas já se encontra numa fase de preparação para no próximo ano voltar ao seu melhor nível.
Portanto, saímos de Singapura numa posição boa, mas de trabalho, temos de continuar a trabalhar como sempre e forçar a nossa evolução. E na próxima época voltar, como este ano a apostar nas camadas jovens.»